terça-feira, 23 de novembro de 2010

CAROS AMIGOS

Quando as Organizações começaram a repensar seus modelos de Gestão, alguns departamentos que no início eram apenas reconhecidos como meramente centros de custo, passaram a ter relevância no contexto empresarial. Os departamentos que se destacaram, foram o Departamento de Recursos Humanos, que na evolução atual, é conhecido como Departamento de Talentos, Departamento de Gente, etc e o Departamento de Marketing.
Aí vocês podem me perguntar, o que departamentos tão distintos têm a ver com o outro? A resposta é simples, qual o principal produto da área de RH? Cargos e salários? Recrutamento e seleção? Treinamento e desenvolvimento? Benefícios? Afirmo a vocês que não.No contexto da evolução atual, podemos afirmar que o mais importante "produto" da área de Recursos Humanos é garantir que a Organização possua um conjunto de Talentos Humanos (Pessoas) plenamente identificado com a missão, visão e valores da organização, e completamente identificados e envolvidos com o negócio, visando atingir seus objetivos com o crescimento, a liquidez e a responsabilidade social da empresa.

Alguns profissionais, principalmente da Era Clássica do RH, ainda não enxergaram que ambos os departamentos são complementares e essenciais à Gestão Estratégica das Organizações. Como sou um profissional com formação e vivência em ambas as áreas, posso afirmar com plena convicção que o uso do Marketing em RH pode ajudar e contribuir de forma ativa e direta na formação de um processo de verdadeiros líderes.

Neste contexto, o tema do meu artigo a seguir é o ENDOMARKETING.

ENDOMARKETING

O marketing interno (Endomarketing) funciona como um processo gerencial holístico para integrar múltiplas funções da empresa, envolvendo a todos através da compreensão e vivencia do negócio e os preparando e motivando para atuarem orientados para o serviço a prestar.

Endomarketing, antes de tudo, é uma filosofia de gestão dos recursos humanos (pessoas) e uma forma sistemática de desenvolver e de ressaltar uma cultura para clientes.
Bekin, 1986

Algumas premissas devem ser observadas:
- O endomarketing deve ser considerado parte da gestão estratégica;
- O processo de endomarketing não pode ser prejudicado por falta de estrutura organizacional ou por ausência de apoio gerencial;
- A alta gerência tem que demonstrar, constantemente, um apoio ativo ao processo de endomarketing.

As atividades de marketing interno não podem ser implementadas como uma campanha motivacional pura e simples ou como um conjunto de atividades totalmente separadas, sem conexão com objetivos e metas mais amplos, que envolvam toda a organização. Quando isso acontece, o risco de que nada duradouro seja alcançado é muito grande.

A capacidade dos colaboradores atuarem como "verdadeiros Executivos dos interesses da empresa", ou seja, responsáveis de maneira incondicional pela satisfação dos clientes, independentemente da área em que atuem, depende, em grande parte, do apoio e encorajamento que recebem de seus líderes diretos. Por isso, dizemos que o endomarketing é uma atividade estratégica que envolve todas as categorias de colaboradores (na verdade, em alguns casos, deveria focar muito mais a média e a alta gerência).

Ao planejar e implementar uma estratégia de endomarketing, algumas diretrizes devem ser observadas. Antes de tudo, o foco do endomarketing deve ser reconhecido e totalmente aceito pelas lideranças. O colaborador sente que as lideranças o consideram importante quando lhe é permitido participar do processo, tanto no processo de pesquisa interna, quanto no planejamento de seus ambientes de trabalho, nas metas e escopo de suas tarefas, nas rotinas de informação e feedback e nas campanhas externas. Quando os colaboradores compreendem que são capazes de se envolver na melhoria de algo que lhes é importante, ficam dispostos a se comprometer com o negócio e com a estratégia de endomarketing.

Entretanto, nunca deve ser esquecido o foco externo da estratégia e de qualquer programa de endomarketing. A melhoria do ambiente de trabalho e das tarefas dos colaboradores, é claro, constitui um objetivo importante em si mesmo. No entanto, o principal foco do endomarketing recai sobre o impacto de cada colaborador no marketing externo. O objetivo primordial é o de melhorar a consciência para serviços e clientes e portanto, em última análise, as habilidades de marketing interativo e o desempenho do marketing externo pelos funcionários. Conseqüentemente, o foco interno e o externo do endomarketing caminham lado a lado.

O endomarketing tem que envolver e começar pela alta gerência e também incluir gerentes de nível médio e supervisores. Um suporte contínuo da gerência não apenas "da boca para fora" é fundamental para o desenvolvimento competente do processo.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

CAROS AMIGOS

Primeiramente, muito obrigado pelo retorno com relação aos artigos que tenho publicado na coluna. Tenho recebido ótimos feedbacks a respeito, e este retorno tem me deixado muito satisfeito. Entretanto independente deste retorno, tenho buscado abordar sempre assuntos e temas que de uma certa forma, nos permitam a reflexão e uma maior discussão, enriquecendo ainda mais o tema, e nos permitindo um aprendizado cada vez maior.
Além disso, alguns leitores tem também solicitado temas para que possamos estar iniciando uma nova rodada de debates. Dentre os temas sugeridos, a leitora Naísa Modesto, de uma grande empresa de Comunicação, sugeriu que eu abordasse uma tema muito interessante "Room to Read".
A mudança do mundo começa com a Educação das Crianças. Como o conceito do Room to Read (capacidade para leitura), é a ação de educar, ou melhor, a EDUCAÇÃO, desenvolvendo a capacidade e o interesse das crianças pela leitura, e a partir daí gerando todo um fascínio pelas descobertas que cada livro pode oferecer, neste meu novo artigo, estarei abordando o Tema EDUCAÇÃO, e o grande poder que ela exerce na cidadania e no processo de inclusão das pessoas, como meio de transformação social de um povo.
Antes de falarmos propriamente sobre a EDUCAÇÃO, segue um pequeno histórico da ONG “Room to Read”:
Inspirador. Há livros que podem mudar a vida de quem os lê. “Saí da Microsoft para mudar o mundo: a história de um empreendedor social e sua missão de ajudar crianças carentes a ler e escrever” é um desses livros. Além de relatar os motivos que levaram seu autor a deixar uma vida glamourosa de executivo de uma das mais importantes empresas do mundo, também apresenta dezenas de aplicações práticas do que aprendeu na indústria de software no gerenciamento de ONGs. Livro excelente para futuros empreendedores e empreendedores sociais, ou mesmo para as pessoas que querem refletir sobre sua própria vida profissional.
John Wood era o homem do marketing da Microsoft na Ásia. Tinha um ótimo salário, muitos benefícios e uma vida repleta dos benefícios que o status de executivo da Microsoft pode oferecer. Após conhecer as condições de vida do povo do Nepal e da carência de livros que as escolas da região tinham, resolveu organizar uma campanha voluntária de arrecadação de livros nos EUA e na Austrália para doar à escola que havia conhecido. Sua campanha deu tão certo que centenas de pessoas colaboraram com livros e dinheiro para a causa.
Diante do “sucesso” de seu pequeno ato, John revê seus objetivos de vida e opta pelo inesperado: pede demissão da Microsoft para se dedicar em tempo integral à construção de bibliotecas e escolas em países subdesenvolvidos. No livro são relatadas as dificuldades enfrentadas por John para levar a frente essa decisão e suas descobertas como empreendedor social.
Desde meios para manter o custo operacional baixo e poder manter o dinheiro captado aplicado diretamente na causa, até as estratégias brilhantes de como captar recursos, o livro é material precioso para qualquer candidato a empreendedor ou a quem busca um pouco de inspiração para a vida.
A ONG criada por John, Room to Read, já construiu 765 escolas, 7.168 bibliotecas, distribuiu 7.132 bolsas de estudos para meninas e distribuiu 5.7 milhões de livros em países como Nepal, Tawian, Camboja, India, Sri Lanka, Laos, África do Sul, Zâmbia e Bangladesh. Números inspiradores para todos aqueles que acreditam na Educação como meio de transformação social.

EDUCAÇÃO – CONCEITOS

“Processo de desenvolvimento de aptidões, de atitudes e de outras formas de conduta exigidas pela sociedade. Processo globalizado que visa à formação integral de uma pessoa, para o atendimento às necessidades e às aspirações de natureza pessoal e social." (cf. BRASIL. Ministério da Educação e Cultura. Serviço de estatística educacional. Cuiabá: SEC/MT; Rio de Janeiro: FENAME, 1981. 144 p.).
Conjunto de atividades destinadas a transmitir conhecimentos, a fomentar valores morais e a compreender princípios fundamentais aplicáveis ao longo da vida. (cf. DB - Mercosul).
Todas as atividades voluntárias e sistemáticas destinadas a satisfazer necessidades de aprendizagem. Processo de conscientização crítica do conhecimento. A educação, quando ocorre de maneira informal, confunde-se com o fenômeno do crescimento; ao processar-se em um ambiente determinado e controlado, pode ser formal e informal. A Educação não ocorre apenas na escola; ela é um processo permanente que se efetua na família, na comunidade, no trabalho, na comunicação social, enfim, na interação do homem com o meio. (Cf. CINE 1997, Unesco).
“As conceituações tradicionais de Educação em geral dão maior ênfase à sua dimensão subjetiva, ou seja, aos aspectos de sua prática ligados exclusivamente aos sujeitos da educação, ao seu aprimoramento individual e ao alcance de certos ideais morais e intelectuais tidos como superiores, independente de tempo e lugar. Conceituações mais recentes, sobretudo a partir de Durkheim, consideram a educação como dependente das condições sociais, que variam segundo o país e a época. Essa nova abordagem tanto pode destacar o papel que a educação exerce para uma suposta harmonia social e um ajustamento funcional ao todo, ou, segundo outras tendências interpretativas, denunciar o sentido de controle social que ela impõe, na medida em que serve ao Poder, inculca os valores dos grupos dominantes da sociedade e assim colabora para a reprodução e perpetuação da mesma ordem social ao longo das gerações" (DUARTE, Sérgio Guerra. Dicionário brasileiro de educação. Rio de Janeiro: Edições Antares: Nobel, 1986. 175 p.).

A Educação é "um processo destinado a provocar uma mudança nas disposições ou capacidades do sujeito, com caráter de relativa permanência... Essa mudança pode consistir num aumento de capacidade de realizações ou ainda numa modificação de atitudes, interesses e valores". (Cf.: Ramíre).
Em minha avaliação, a EDUCAÇÃO, é um processo que permite ao SER HUMANO tomar suas próprias decisões, ler um texto ou um livro e saber interpretar seu conteúdo, fazer suas reflexões, questionar, sugerir, opinar, mas acima de tudo perceber que ele é a própria mudança. O processo de EDUCAÇÃO é o alicerce que permite em que a cegueira funcional deixe de existir, e um país possa definir seus próprios rumos, através da inserção das pessoas gerando a verdadeira cidadania. E como exemplo deste processo, podemos destacar o Japão e a Coréia do Sul, países inteiramente arrasados pela guerra, que se tornaram potencias através da EDUCAÇÃO.
Pensem nisso, pois temos a oportunidade de iniciarmos o processo através das eleições.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

COMUNICAÇÃO (parte II)

As organizações empresariais são sistemas abertos que interagem num sistema social complexo. A comunicação é a forma utilizada para que essa interação aconteça, pois cada etapa constitui um subsistema ou parte integrante do conjunto. Tudo isso acontece de forma contingencial pelo fato de que cada pessoa é um micro sistema diferenciado dos demais. Assim, as comunicações dentro das empresas não são perfeitas, pois são transformadas ou alteradas ao longo do processo, onde o ultimo elo – o receptor da mensagem – quase sempre receba algo diferente do que foi originalmente enviado.


Dificilmente, a comunicação ocorre sem problemas. Quase sempre existem barreiras à comunicação. Barreiras são restrições ou limitações que ocorrem dentro ou entre as etapas do processo de comunicação, fazendo com que nem toda a informação emitida pela fonte percorra livremente a caminho para seu destino. Esta informação pode sofrer distorções, interferências, ampliações ou desvios.


A eficácia da comunicação pode ser melhorada pela repetição e pela retroação da informação (feedback). As duas habilidades gerenciais mais importantes para melhorar a eficácia da comunicação são: saber ouvir, isto é, captar a mensagem para decodificá-la e interpretá-la adequadamente e, saber transmitir, isto é, falar ou sinalizar a informação para que ela seja corretamente interpretada por quem a receba.


Uma das mais importantes estratégias para a Gestão de Pessoas reside na intensa comunicação e retroação com seus funcionários, proporcionando visibilidade adequada para os gerentes de linha em parcerias com seus funcionários, rumo às metas e o alcance dos objetivos mutáveis e complexos da organização.


Os avanços tecnológicos permitem que os sistemas de informação de RH sejam sofisticados e abertos a todos os clientes internos. Os gerentes de linha devem enfatizar a comunicação com os demais membros da organização, e incentivar aos funcionários a trabalharem interligados e de forma integrada, pois isso é de vital importância para a sobrevivência da organização.
"O conhecimento é em si mesmo um poder." [Francis Bacon]...


Por vezes ouvimos pessoas utilizar os termos dado, informação e conhecimento de maneira equivocada, e como esclarecemos anteriormente, principalmente na administração, estas são palavras com significados distintos.
No Brasil, assim como em todo o mundo, a atividade realizada pela área de Recursos Humanos vem se transformando a cada dia, e hoje, seu principal desafio é acompanhar a evolução na forma como se administram as empresas em uma economia globalizada num mundo ligado pela tecnologia da comunicação.

Interessante notar que boa parte dos profissionais de Recursos Humanos reclamam de problemas, que despercebidamente tem sua causa em uma variável que hoje é determinante para sobrevivência das empresas a informação.
A informação, dependendo do enfoque que se queira atribuir-lhe, possui diferentes dimensões explicativas e conceituais passando a ser um fato que pode trazer alterações para a própria consciência do homem em sociedade. Considerada como etapa primordial para a ação, ela por si só não produz conhecimento, não é sinônimo dele, mas é imprescindível para que ele se realize, assim sendo ela assume o papel de agente mediador na produção do conhecimento. (Barreto, 1997:3 apud Moraes 1998).


Muitas empresas hoje têm perdido competitividade no mercado por simplesmente não saberem utilizar uma de suas ferramentas mais valiosas. “O conhecimento”, conhecimento este utilizado nas mais diversas áreas de uma empresa como: departamento de Marketing, financeiro, logístico e até em Recursos Humanos. Podemos considerar como sendo conhecimento o resultado alcançado pela capacidade de transformar dados em informação, e utilizar estas informações de maneira estratégica na sua tomada de decisões.


Raras não são às vezes que ouvimos relatos de empresas que perderam bons profissionais para seus concorrentes por ignorarem seu potencial ou por que não conheciam suas habilidades. E por vezes essas informações estavam à disposição o tempo todo. Ter um bom banco de dados de nada adianta se não sabemos transformar estas informações em conhecimento e mais que isso transformar este conhecimento numa vantagem competitiva sustentável.


Num mundo globalizado onde os nossos clientes e parceiros são globais, devemos entender que a nossa concorrência também é global, e qualquer coisa que nos coloque à frente deve ser considerada, quanto mais algo tão valioso pelo qual se pagam somas altíssimas de dinheiro, como é a caso da informação.


...”porém” O poder oriundo da informação está em saber usá-la não em possuí-la ” (Tadeu Cruz )

sexta-feira, 14 de maio de 2010

COMUNICAÇÃO (parte I)

Em plena era da informação o principal ativo de uma empresa é o capital intelectual, ou seja, o seu pessoal. E o principal ativo de cada pessoa é a sua competência profissional. Todos os dias a competência profissional pode ser exercitada, em volume maior ou menor, pelas capacidades e habilidades humanas que são importantes para o alcance dos objetivos organizacionais e para o sucesso da empresa.
A aplicação das energias humanas pode ser infinitamente aumentada quando a empresa oferece condições capazes de potencializar e canalizar as predisposições das pessoas e transformá-las em resultados práticos e positivos.
Neste sentido, o RH se torna de vital importância para empresa, pois através dele as capacidades individuais se desenvolvem e se proliferam em proveito da organização e das pessoas. E através da COMUNICAÇÃO que se consegue difundir as informações, as metas e objetivos organizacionais.


A comunicação é uma prioridade estratégica para a empresa e o condutor da informação. Nas organizações bem sucedidas do mundo, a comunicação recebe máxima prioridade. Um dos primeiros passos para compreender adequadamente o conceito de comunicação é envolvê-lo com outros dois conceitos: o de dados e o de informação.
Dado é um registro ou anotação a respeito de um determinado evento ou ocorrência. Um banco de dados é um meio de acumular e armazenar conjuntos de dados para serem posteriormente combinados e utilizados. Os dados não possuem significados, mas quando combinados e utilizados se torna uma informação.

Informação é um conjunto de dados com um determinado significado. O significado reduz a incerteza e aumenta o conhecimento a respeito de algo. A informação é um conhecimento disponível para uso imediato e que permite orientar a ação ao reduzir a margem de incerteza.


Comunicação é o processo de transmissão de uma pessoa para a outra, sendo então partilhada por ambas. Para que haja comunicação é necessário que o destinatário da informação a receba e a compreenda. A informação simplesmente transmitida, mas não recebida, não foi comunicada. Comunicar significa tornar comum a uma ou mais pessoas uma determinada informação. Comunicação e informação são membros da mesma família. A informação é a substância dos sistemas de comunicação por diversas formas.


A ciência da comunicação e a pesquisa científica têm atuado como elemento de aceleração no desenvolvimento dos sistemas de tomada de decisão. A tecnologia abrange o armazenamento, veiculação, processamento e reprodução da informação, via internet e intranet. Papéis, arquivos, fichários, sites, CDs, discos ópticos, computadores de mão são formas de armazenar os dados; e outros meios são utilizados para veicular a informação, como o telefone, a Internet, fax, jornal, revista, TV, rádio, livros, tele mídia, outdoors fazendo com que as pessoas estabeleçam a interação com o ambiente. Existem ainda outros instrumentos que servem para processar e reproduzir a informação as fotocopiadoras, transparências, retro slides (slides), fitas de vídeo, DVDs.