terça-feira, 23 de março de 2010

CAROS AMIGOS,

O mundo está cada vez mais dependente, e no contexto empresarial as organizações estão a cada dia mais dependentes, sejam de novos mercados para escoar suas produções, de novos produtos para competirem com novas empresas entrantes, de novas tecnologias capazes de reinventar ou inovar seus produtos e serviços, de capital de giro para manter o fluxo de produção e equilibrarem seus caixas, e principalmente de mão de obra qualificada e motivada capazes de superar os objetivos propostos. Mas de nada adianta todo o planejamento se não houver uma simples palavra que define o tempo de vida útil de uma Organização, e esta palavra chama-se QUALIDADE.

No início da produção industrial, as empresas nunca se preocuparam com a qualidade, a única preocupação era com a produção. Este conceito durou um bom tempo, até que as empresas começaram a perceber que os consumidores esperavam mais dos produtos, daí surgiu à necessidade das organizações começarem a rever seus conceitos e valorizarem as percepções e o olhar do público com relação aos seus produtos. Qual o segredo do sabão em pó OMO durar tanto tempo, se o produto é o mesmo sabão em pó? A resposta é simples, a curva de inovação é medida a partir do momento em que há uma baixa significativa na venda do produto, pois os concorrentes passam a lançar produtos similares, e é a partir daí que o produto tem que ser revisto, pois só desta forma é que as organizações conseguem manter a liderança de seus produtos por tanto tempo. Em meu quinto artigo, estarei abordando o tema QUALIDADE.

QUALIDADE

Qualidade é muito mais do que um simples conjunto de técnicas de gerência e algumas ferramentas estatísticas, envolve decisões, políticas e estratégicas, requer modelos específicos de administração, ou seja, exige um processo de planejamento, organização, direção e controle dos recursos organizacionais para alcançar determinados objetivos de maneira eficiente e eficaz. Exige priorizar elementos externos da empresa de acordo com a realidade do mercado e com o perfil dos consumidores, exige visão abrangente do processo: desde a entrada, passando por todo o processamento interno até o consumidor final – e para sempre através de uma assistência pós-venda, exige uma visão pró-ativa. Qualidade não é revolucionar tudo o que está se fazendo; basta, apenas, direcionar uma nova ênfase às atividades usuais de uma empresa, seja qual for seu porte, especificidade da mão-de-obra, ramo de atuação, características de mercado, disponibilidade de suporte tecnológico, etc.

Conferir uma nova ênfase significa estratégia, inovação e mudança. A extensão e a complexidade da estratégia, da inovação e da mudança podem, aí sim, determinar alterações no processo produtivo, em termos de equipamentos, informações, materiais, métodos, ambientes de trabalho e, principalmente, na concepção que as pessoas que integram a organização têm da qualidade – o que implica novas posturas, novas atitudes e novos comportamentos.

Qualidade exige:

· Determinação: vontade, empenho, visão empreendedora, ação pró-ativa;
· Disciplina: dedicação, compromisso, comprometimento, responsabilidade, foco em resultados;
· Direcionamento estratégico: projeto orientado para o cliente, foco no negócio da empresa (core business), posicionamento, planejamento financeiro, ações orientadas por marketing, planejamento e controle de produção;
· Desenvolvimento contínuo: educação e capacitação de pessoas, análise e feedback.

Qualidade é um processo essencialmente evolutivo. Sua implantação deve ser sem choques e progressivamente. É apresentada através da adoção gradual de conceitos bem elaborados, da introdução de estratégicas bem definidas e da criação e desenvolvimento de estruturas bem organizadas. Qualidade é o conjunto de idéias, conceitos e recursos teóricos com total compromisso com a prática. A adoção de seus programas só é possível quando adotada na organização como um todo de forma coesa e participativa. É o processo que visa ao aperfeiçoamento contínuo da organização, o que indica a necessidade de que sejam realizadas constantes avaliações do que está sendo feito (auditoria). As avaliações devem tanto estar centradas no processo de produção verificando se estão ocorrendo alterações, propostas pelo programa quanto no próprio produto e/ou serviço, para verificar os resultados finais obtidos.
Elementos básicos da qualidade:

* Percepção de que se trata de um processo evolutivo;
* Compromisso com a implantação prática de seus conceitos e de suas estratégicas;
* Foco nas necessidades e nos desejos específicos dos clientes;
* Planejamento, organização, direção e controle.

Aspectos da implantação da Qualidade Total:

* Ações Preliminares (conceitos, filosofia empresarial, estratégias de produção e/ou operações, de marketing, de finanças e de recursos humanos, projetos, pesquisas de mercado, pesquisa e desenvolvimento, missão e visão empresarial);
* Implantação (técnicas, ferramentas, processos, tecnologia, equipamentos, educação de pessoas);
* Avaliação (auditoria e feedback).

O conceito de qualidade é extremamente simples: “Qualidade é adequação ao uso”. Este conceito deixa claro que a qualidade deve ser sempre definida de forma a orientar-se para o seu cliente específico. Isso significa que os produtos e/ou serviços de uma empresa devem ser posicionados estrategicamente dentro de uma orientação pelo e para o seu mercado-alvo. A adequação envolve um conjunto que venha atender as necessidades e os desejos dos clientes específicos (segmentados estrategicamente).

Qualidade não é apenas beleza, leveza, desempenho ou embalagem bonita. Qualidade é muito mais do que um conjunto de técnicas estatísticas. É, antes de tudo, uma filosofia de gestão que orienta as decisões estratégicas referentes às políticas de existência de uma organização. Seus benefícios são consistentes, duradouros e permanentes. Sua definição correta é aquela que prioriza o seu consumidor específico. Exige decisões firmes e grandes esforços. Sua oferta atende “totalmente” a demanda do cliente e seus elementos garantem a plena utilização do produto e/ou serviço em conformidade com o que necessita e deseja o cliente, ou, até mesmo, com o que este venha supostamente a necessitar ou desejar no futuro com a proposta de inovação ou mudança dos modelos atuais. São responsáveis pela qualidade todos os elementos que tiverem participação direta ou indireta na produção do bem ou serviço. Esses elementos são pessoas, equipamentos, métodos, informações, tecnologia, ambientes, cultura empresarial, etc. Envolvem o processo produtivo em todas as suas fases, desde o fornecimento de matérias-primas até a colocação do produto acabado no ambiente do cliente; a assistência técnica que se prestará a ele; as informações que serão repassadas aos clientes para permitir o uso correto do produto, etc.

A gestão pela qualidade total está completamente direcionada para o cliente-alvo. Uma característica fundamental da definição da qualidade dentro do ambiente produtivo é decorrente das mudanças ditadas pelo dia-a-dia do mercado consumidor. Exige estratégia, inovação e visão empreendedora orientada para e pelo o mercado. É uma questão abrangente e muita ampla, portanto não existe “qualidade” que não seja “total”. Conseqüentemente, “qualidade total” é redundância. Portanto, o conceito de qualidade total é o mesmo conceito de qualidade.

A Qualidade pode ser dividida em:

Qualidade “in line”

Este modelo enfatiza que os produtos e/ou serviços devem refletir a filosofia e o projeto da empresa. Destaca a qualidade obtida no nível de processo produtivo (linhas de produção) de bens e/ou serviços e pode ser caracterizada como um conjunto bem definido de elementos básicos voltados para o processo de fabricação. A primeira idéia de qualidade neste método é a de “ausência de defeitos”. O modelo da qualidade “in line”, prioriza, fundamentalmente, os esforços para a correção e prevenção de defeitos. Defeito, segundo o modelo “in line”, é a falta de conformidade que se observa em um produto quando determinada características da qualidade é comparada as suas especificações. Todas as potencialidades do processo produtivo devem ser maximizadas, gerando-se uma situação em que o produto tem especificidades que colocam a empresa bem à frente de seus concorrentes. Sua ênfase está nas estratégias de operação da empresa, nos métodos de trabalho, nos materiais e nos equipamentos utilizados. Informações técnicas que sejam relevantes para a melhoria dos processos produtivos são disseminadas pela área de produção e/ou operações, de forma a de garantir, tanto quanto possível, a otimização de todas suas operações No modelo “in line” inserem-se:

* Redução de custos;
* Eliminação de desperdícios;
* Minimização de horas extras;
* Eliminação de retrabalho.
- Objetivando sempre:
* Otimização do processo (métodos para evitar defeitos, desperdícios, retrabalhos, erros etc.)
* Produtividade;
* Melhor utilização possível dos recursos disponíveis.
- Característica básica: atende às expectativas do projeto.
- Restrições básicas:
* Nem sempre considera o cliente em suas necessidades, desejos e conveniências.
* Não planeja estratégicas para conquistar e manter um mercado.
* Voltada para a produção, preocupada com um produto sem defeito, mas sem uma visão estratégica de garantir um produto adequado ao cliente específico.
* Desconsidera algumas atividades da empresa, principalmente o marketing, atentando para as que considera mais fortes – normalmente o próprio setor produtivo. Gera desequilíbrio entre os setores internos da empresa por não conceituar uma integração sistêmica da organização.

Qualidade “off line”

O modelo de qualidade “off line” é a qualidade gerada pelas áreas não diretamente ligadas ao processo de fabricação (marketing, finanças, aquisições etc), mas relevantes para adequar o produto ao uso que dele se espera desenvolver. Este modelo enfatiza que para obter a qualidade a empresa deve ser sistêmica. Este modelo tem a filosofia de que se alguém desenvolve uma atividade dentro da empresa, seja ela qual for, é relevante. Se for relevante, contribui de alguma forma para o produto e/ou serviço final. A Qualidade “off line” é um método sistemático para otimizar o projeto do produto e do próprio processo produtivo.

Qualidade “on line”

Modelo que enfatiza o esforço feito pela empresa para captar, o mais rapidamente possível, alterações em preferências, hábitos ou comportamentos de consumo de seus clientes ou potenciais clientes, e repassá-las ao processo produtivo para adaptar, no menor espaço de tempo possível, o processo à nova realidade do mercado. Procura viabilizar em termos práticos a ênfase que se confere ao cliente no conceito da qualidade. A qualidade “on line” cria um produto sempre adequado ao consumidor para depois produzi-lo. O padrão da qualidade do produto vai determinar que tipo de consumidores se espera atingir, que tipo de satisfação se pretende oferecer, além de outros aspectos relevantes a considerar, como o próprio preço do produto. Isso ocorre porque, em geral, uma melhor qualidade de projeto acarreta custos mais elevados de produção. O modelo da qualidade “on line” opera primeiro com a qualidade do projeto de um produto; a seguir, em função das alterações observadas no mercado, o processo produtivo é realimentado com as informações referentes às mudanças que a qualidade de projeto deve portar para ajustar-se à realidade de mercado.

A flexibilidade do processo está relacionada com a qualidade de conformação que a empresa possui em face das alterações de projeto determinadas pelo mercado. A idéia que dá suporte ao modelo é a de que o mercado é dinâmico, mudando com freqüência suas características. O produto, assim, precisa permanentemente ajustar-se ao mercado. Isso requer, por um lado, um processo flexível, que possa viabilizar, em pouco tempo, as alterações que devem ser efetuadas no produto e, por outro, o modelo obriga a empresa a desenvolver um sistema de informações permanentemente em funcionamento, captando informações do mercado. Conceitualmente, o modelo da Qualidade “on line” está fundamentado na noção de “Qualidade de Projeto”. “Qualidade de projeto” é a análise que se faz do produto em termos da qualidade a partir da estruturação de seu projeto. Esta análise é feita sempre que se comparam as diversas formas de um mesmo produto ou produtos similares, nos quais as diferenças aparecem sempre por alterações realizadas em nível de seus projetos respectivos. Assim, a qualidade do projeto é observada quando são confrontados dois ou mais tipos ou modelos de um mesmo produto, ou ainda, produtos similares quanto ao seu uso. A qualidade de projeto é agregada ao produto antes mesmo que ele exista fisicamente. A importância que a qualidade do projeto desempenha para a definição do nível da qualidade do produto final é grande, sobretudo se considerar a faixa de mercado-alvo.

Qualidade Total em Serviços

Os produtos podem ser divididos em três categorias:

* Bens tangíveis: produtos com formas concretas. Ex.: automóveis.
* Serviços: São bens intangíveis, representados por ações desenvolvidas por terceiros em atendimento a solicitações específicas de atividades a executar. São produtos não estocáveis. Ex.: fornecimento de energia elétrica.
* Métodos: Dizem respeito a procedimentos lógicos desenvolvidos por terceiros ou informações por eles organizadas, em atendimento às solicitações que se referem às questões relativas aos meios de execução de uma atividade (know how). Ex.: software.

O que diferencia produto de serviço é a tangibilidade. Nos bens tangíveis as relações com consumidores centralizam-se em marketing e nas suas funções (vendas, propaganda, assistência pós-venda, etc). Na área de serviços as relações com consumidores centralizam-se em relações diretas e pessoais e interativas com os clientes.

Em termos de avaliação da qualidade, há dois tipos de serviços:

· Suporte ao produto: Envolve informações básicas sobre o uso do produto (manuais), instalação, assistência técnica, etc. Este elemento integra a qualidade do produto.
· Suporte ao cliente: Diz respeito às facilidades que a empresa coloca para seus clientes, em termos de atendimento às ações por ele requisitadas (ou pelos consumidores). Este elemento refere-se à qualidade de serviço.

A alteração do perfil de atendimento da empresa pode determinar alteração na formulação de seu modelo da qualidade. Os serviços devem ser inspecionados em sua execução permitindo ao consumidor participação no processo produtivo para que possa analisar o nível de satisfação do cliente. Em termos de qualidade total, o objetivo da avaliação é a inclusão, no produto e/ou serviço, de novas especificações da qualidade determinadas pelos próprios consumidores.

O Foco no Cliente

A Qualidade Total e A Missão das Organizações


A missão básica de qualquer organização é o pleno atendimento à sociedade na qual ela se insere, independentemente das fronteiras deste grupo social, suas características ou seu porte. A existência da empresa é justificada pelo produto, método ou serviço que ela fornece à comunidade, independente de sua natureza ou utilidade. A qualidade total é um meio de atendimento das empresas à sociedade. É uma relação bem definida entre a empresa e o ambiente com o qual ela interage. Qualidade total é o pleno atendimento aos clientes-alvo. No contexto da qualidade total, a missão das organizações pode ter dois referenciais básicos:

· Plano interno: a missão da organização envolve a adequação dos elementos que compõe todo o processo produtivo, direta ou indiretamente, a sua melhor condição de operação. Isso inclui a seleção de equipamentos compatíveis com o processo, utilização de materiais que atendem perfeitamente ao “uso esperado” e a definição de métodos de trabalho de acordo com as especificidades das várias fases do processo. Em particular, enfatiza o elemento humano da empresa, ao qual são oferecidas condições de trabalho, em termos de disponibilidade de recursos; formação e qualificação adequadas às funções que irá exercer e procedimentos motivacionais que atentam as suas perspectivas.

· Plano externo: há de se considerar:
* A ação da empresa no meio ambiente;
* A contribuição que a empresa fornece para o progresso e a contínua evolução de toda comunidade (aspectos econômicos e sociais);
* Atenção no referencial básico da empresa, que são seus clientes.

Uma empresa falha em sua missão básica se, por exemplo, uma empresa automobilística fabrica carros econômicos, mas que poluam o ar, ou que no seu processo de fabricação venha agredir a natureza, ou mesmo explore a mão-de-obra como, por exemplo, a infantil. Considerar o meio ambiente e os valores humanos faz parte do processo de qualidade. Para uma empresa manter a sua perenidade no mercado ela deve considerar o cliente (atuais e potenciais), os funcionários, os acionistas, os stakeholders (interessados) e o meio ambiente como objetivos e metas fundamentais de seus negócios. É satisfazendo plenamente aos clientes – antes, durante e depois da venda – que os produtos e/ou serviços de uma empresa se firmação no mercado como uma marca de qualidade. A única forma de se oferecer plena satisfação ao cliente é oferecer um conjunto de valores, incluindo um sistema de atendimento pós-venda, e não simplesmente um produto e/ou serviço. Neste caso, qualidade é o elo que liga a empresa ao seu ambiente externo e a mantém lá, de forma estável e duradoura.


terça-feira, 1 de dezembro de 2009

CAROS AMIGOS,

Vivemos em um mundo, onde as transformações são constantes, a tal ponto em que podemos afirmar que são diárias, e já façam parte de nosso cotidiano. Em meio a tantas transformações, mudanças e inovações, passamos por um processo de adaptação ou readaptação ao meio de convívio, seja na sociedade, seja no ambiente familiar e no ambiente profissional.
E dentro destes ambientes o ambiente profissional é que ao longo de sua trajetória desde o início da revolução industrial, vem sofrendo e causando os maiores impactos, seja na economia dos países, na estrutura familiar e na forma em que as empresas fazem a gestão das pessoas. No início os empresários achavam que o ser humano era movido apenas a recompensas, e não estavam muito preocupados em melhorar as condições de trabalho, e as condições de capacitação e de treinamento.
Hoje o contexto atual nos mostra que o sucesso de gestão, é diretamente proporcional a aderência, ao grau de identificação, ao conhecimento do negócio e a felicidade em que os colaboradores tenham em fazer parte da organização. Hoje as empresas de sucesso, são aquelas que incentivam e criam dentro de seus ambientes organizacionais, não colaboradores, mas sim EMPREENDEDORES, pois a responsabilidade do negócio cabe a todos, independente da função, ou da posição em que a pessoa exerça dentro do organograma da empresa.
Certa vez o Presidente de uma grande Organização em meio à reunião de Diretoria, me fez a seguinte pergunta: senhor José Renato, em sua opinião qual é a pessoa mais importante em minha empresa? Prontamente lhe respondi: senhor Presidente todas as pessoas são importantes, mas neste momento, a pessoa mais importante é a senhora Maria, que nos serve o cafezinho. Então ele me perguntou por que, e eu respondi que se a senhora Maria nos servisse um cafezinho frio e com uma fisionomia fechada, eu como um possível cliente, não faria negócio com sua empresa, pois ficaria evidenciado que a senhora Maria estava infeliz. Como recentemente tivemos a semana do Empreendedorismo, no meu quarto artigo, estarei abordando o tema.

EMPREENDENDORISMO

“O empreendedor é aquele que destrói a ordem econômica existente pela introdução de novos produtos e serviços, pela criação de novas formas de organização ou pela exploração de novos recursos e materiais”. (Schumpeter, 1949).

A palavra empreendedor (entrepreneur) tem origem francesa e quer dizer “aquele que assume riscos e começa algo”.

Um primeiro exemplo de definição de empreendedorismo pode ser creditado a Marco Polo, que tentou estabelecer uma rota comercial para o Oriente. Como empreendedor Marco Polo assinou um contrato com alguém que possuía capital para vender as mercadorias deste. Na Idade Média: o termo empreendedor foi utilizado para definir aquele que gerenciava grandes projetos de produção.
No século XVIII: o capitalista e o empreendedor foram finalmente diferenciados devido ao início da industrialização que ocorria no mundo. Um exemplo foi o caso das pesquisas referentes aos campos elétricos, de Thomas Edison, que só foram possíveis com o auxílio de investidores que financiaram os experimentos.
Nos séculos XIX e XX: todo empreendedor necessariamente deve ser um bom administrador para obter o sucesso, no entanto nem todo bom administrador é um empreendedor.
O trabalho do Administrador concentra-se no processo de planejar, organizar, dirigir e controlar o uso dos recursos organizacionais para alcançar determinados objetivos de maneira eficiente e eficaz. Administrar não significa executar tarefas ou operações, mas sim fazer com que elas sejam executadas por outras pessoas em conjunto.

O administrador não é aquele que faz, mas sim o que faz fazer. A administração faz as coisas acontecerem através das pessoas, levando as organizações ao sucesso. Na realidade, a administração não é uma ciência exata, mas uma ciência social, pois ao lidar com negócios e organizações, ela o faz basicamente por meio de pessoas. A administração visa alcançar objetivos organizacionais de maneira eficiente (fazer as coisas bem e corretamente) e eficaz (decidir objetivos focado em resultados) para obter um alto grau de satisfação entre as pessoas que fazem o trabalho e o cliente que o recebe. Esse triplo sentido de desempenho, obtenção de resultados e satisfação de pessoas e clientes é o que define o trabalho do administrador.

O trabalho dos administradores é semelhante ao dos empreendedores, já que os dois compartilham de três características principais: demandas, restrições e alternativas.
As demandas especificam o que tem de ser feito. As restrições são os fatores internos e externos da organização que limitam o que o responsável pelo trabalho administrativo pode fazer. As alternativas identificam as opções que o responsável tem na determinação do que e de como fazer.

O Empreendedor de sucesso possui características extras, além dos atributos do administrador, e alguns atributos pessoais que, somados a características sociológicas e ambientais, permitem o nascimento de uma nova empresa ou de um novo negócio a partir de uma idéia, que surge de uma inovação.Existem muitos pontos em comum entre um Administrador e um Empreendedor: um empreendedor é um administrador, mas com diferenças consideráveis em relação aos gerentes ou executivos, pois são visionários.

“O gerente é voltado para a organização de recursos, enquanto o empreendedor é voltado para a definição de contextos”. (Filion, 1997).

Outro fator que diferencia o empreendedor de sucesso do administrador é o constante planejamento a partir de uma visão de futuro.Atualmente é impossível imaginar um administrador que não seja necessariamente empreendedor e um empreendedor que não seja necessariamente um administrador.

Características dos empreendedores de sucesso:

São visionários: têm visão de como será o futuro para o seu negócio e para a sua vida. Têm a habilidade de implementar seus sonhos.
Sabem tomar decisões: não se sentem inseguros, sabem tomar decisões “corretas” na hora certa, principalmente nos momentos de adversidade, além de implementarem suas decisões rapidamente.
Fazem a diferença: transformam algo de difícil definição ou uma idéia abstrata em algo concreto, que funciona, transformando o que é possível em realidade, sabendo agregar valor aos serviços e aos produtos que colocam no mercado.
Exploram o máximo de oportunidades: conseguem transformar em oportunidade algo que todos conseguem ver, mas que nunca identificaram a sua prática.
São determinados e dinâmicos: implementam suas ações com total comprometimento, fazem acontecer, mantêm-se sempre dinâmicos e cultivam um certo inconformismo diante da rotina.
São dedicados: dedicam-se 24 horas por dia, sete dias por semana, ao seu negócio.
São otimistas e apaixonados: adoram o trabalho que realizam. O otimismo faz com que sempre enxerguem o sucesso, em vez do fracasso.
São independentes e constroem o próprio destino: estão sempre à frente das mudanças e querem ser donos do próprio destino.
Buscam resultados financeiros: acreditam que o dinheiro é conseqüência do sucesso dos negócios.
São líderes e formadores de equipes: têm senso de liderança incomum porque sabem se posicionar de forma que despertam respeito dos seus liderados.
São bem relacionados (networking): sabem construir uma rede de relacionamentos e de contatos.
São organizados: sabem obter e alocar os recursos materiais, humanos, tecnológicos e financeiros de forma racional, procurando o melhor desempenho para o negócio.
Sempre planejam: planejam cada passo de seu negócio antes de executarem qualquer ato e sempre fazem com base em uma forte visão do negócio e do futuro.
Buscam o conhecimento: buscam o conhecimento e o aprendizado contínuo.
Assumem riscos calculados: assume riscos calculados, gerenciam o risco e avaliam as chances reais de sucesso.
Criam valor para o cliente e para a sociedade: utilizam o seu capital intelectual para criar valor através criatividade e da inovação para ofertar soluções para melhorar a vida de pessoas e gerar lucros para empresas.

Conclusão, em uma época em que ser empreendedor é quase um imperativo, é muito importante lembrar que por de trás de novas idéias que vêm revolucionando a sociedade, existe muito mais do que visão de futuro e talento individual.
Análise, planejamento estratégico e operacional e capacidade de implementação são elementos essenciais no sucesso de empreendimentos inovadores.
As duas facetas do empreendedorismo:
- Características e motivações pessoais
- Questões práticas e gerenciais

Empreender tem uma natureza prática incontestável, como:
Globalização: um novo mundo que exige um profissional atuante e esclarecido a nível global e não só local.
Novos paradigmas: iniciativa como vantagem competitiva, ação pró-ativa, criar oportunidades.
Mercado de trabalho: criar e apresentar soluções e não apenas cumprir ordens, aumentar a produtividade, reduzir custos para manter-se no mercado e/ou criar novos negócios através de uma empregabilidade ou através de um negócio próprio.


“O empreendedor é aquele que faz as coisas acontecerem, se antecipa aos fatos e tem visão futura da organização”. (Dornelas, 2001)


Características básicas do profissional empreendedor:
- Determinação
- Disciplina
- Direcionamento estratégico
- Desenvolvimento contínuo
Em minha experiência como empreendedor, desenvolvi e desenvolvo o seguinte conceito:
- Aprendizagem (capacitação, treinamento e informação)
- Motivação (vontade, determinação e perseverança)
- Ousadia (audácia, criatividade e persuasão)
- Resiliência (resistência, adaptabilidade e flexibilidade).





terça-feira, 27 de outubro de 2009

CAROS AMIGOS,

O que diferencia um profissional do outro em meio à multidão? Na minha visão ao longo da minha trajetória profissional, tive e tenho a oportunidade de estar sempre buscando uma resposta a esta indagação. A cada dia que passa tenho a oportunidade de trabalhar e conhecer mais pessoas, e me convenço, que não é a cultura, a educação, a certificação ou a experiência, que nos diferencia, mas sim a MOTIVAÇÃO.
A palavra motivação é derivada de duas palavras, uma o MOTIVO, que nos norteia, nos dá uma direção e estabelece o nosso objetivo. A outra é a AÇÃO, que nos define o melhor planejamento e coloca em prática nosso plano de ação para alcançar os objetivos e as metas estabelecidas. Tenho convicção que a MOTIVAÇÃO é intrínseca, que parte de dentro para fora, e que cada um de nós responde de forma pessoal e individualizada, pois a zona de conforto é pessoal e jamais poderá ser tratada como objetivo comum. Um dos grandes erros que identifico nas Organizações, é tratar a todos de forma corporativa, sem conhecer as dificuldades e as limitações das áreas que colocarão em prática as determinações.
Estranho que muitas empresas que agem desta forma, dizem que trabalham com a Governança Corporativa. Antes de eu abordar o tema que será o meu terceiro artigo, gostaria de enfatizar a importância do conhecimento e do talento humano como diferencial competitivo entre as empresas. Tal abordagem sempre incluiu a forma de organização das equipes, o bom relacionamento entre elas, e, principalmente, como transformam o conhecimento individual numa obra coletiva, independente da função ou o cargo exercido, pois a responsabilidade do negócio cabe a todos. Eventuais revoluções no "como fazer", decorreram da aplicação do conhecimento em associação com a experiência e a inteligência humana.
A percepção da importância do conhecimento nas organizações é a própria disseminação e proliferação do assunto em palestras e seminários que tratam da Gestão de Pessoas. Normalmente os temas desses materiais e eventos versam sobre talento humano, inteligência competitiva, capital intelectual, engenharia do conhecimento e gestão do conhecimento. Em comum, são feitas abordagens com a reafirmação da importância de uma ação sistemática facilitadora, por parte da organização, no sentido de criar, utilizar, reter e medir o seu conhecimento.

GOVERNANÇA CORPORATIVA

“Governança Corporativa é o sistema pelo qual as organizações são dirigidas, monitoradas e incentivadas, envolvendo os relacionamentos entre proprietários, conselho de administração, diretoria e órgãos de controle. As boas práticas de governança corporativa convertem princípios em recomendações objetivas, alinhando interesses com a finalidade de preservar e otimizar o valor da organização, facilitando seu acesso ao capital e contribuindo para a sua longevidade.”
Esse é o atual conceito de governança, amplamente divulgado pelo IBGC (Instituto Brasileiro de Governança Corporativa), após revisão no texto elaborado na sua fundação, em 1995.
Conceitualmente a Governança Corporativa surgiu em meados dos anos 90 nos Estados Unidos para superar o "conflito de agência", decorrente da separação entre a propriedade e a gestão empresarial. Nesta situação, o proprietário (acionista) delega a um agente especializado (executivo) o poder de decisão sobre sua propriedade. No entanto, os interesses do gestor nem sempre estarão alinhados com os do proprietário, resultando em um conflito de agência ou conflito agente-principal.
Não há uma completa convergência sobre a correta aplicação das práticas de Governança nos mercados, entretanto, pode-se afirmar que todos se baseiam nos princípios da transparência, independência e prestação de contas (accountability) como meio para atrair investimentos aos negócios e ao país.
A partir da criação dos códigos de Governança Corporativa locais, as diferenças culturais e históricas têm sido adaptadas. Como ponto de convergência, os documentos pretendem aumentar os padrões de Governança nos mercados como forma de atrair e reduzir os custos dos investimentos.

De modo geral, podem-se dividir os sistemas de Governança Corporativa no mundo em:
Outsider System (acionistas pulverizados e tipicamente fora do comando diário das operações da companhia).

Sistema de Governança anglo-saxão (Estados Unidos e Reino Unido):
-Estrutura de propriedade dispersa nas grandes empresas;
-Papel importante do mercado de ações na economia;
-Ativismo e grande porte dos investidores institucionais;
-Foco na maximização do retorno para os acionistas (shareholder oriented).

Insider System (grandes acionistas tipicamente no comando das operações diárias diretamente ou via pessoas de sua indicação).

Sistema de Governança da Europa Continental e Japão:
-Estrutura de propriedade mais concentrada;
-Presença de conglomerados industriais-financeiros;
-Baixo ativismo e menor porte dos investidores institucionais;
-Reconhecimento mais explícito e sistemático de outros stakeholders não-financeiros, principalmente funcionários (stakeholder oriented).
Fonte IBGC.
Conclusão:
Após estudar o assunto, e de uma pesquisa de campo com profissionais que participaram da implantação do processo da Governança Corporativa em suas Organizações, cheguei à conclusão, que o sistema que mais se adéqua ao nosso contexto mercadológico é o sistema de Governança da Europa Continental e do Japão. Pois a característica principal de nossas grandes Organizações é a concentração de grandes conglomerados oligárquicos.
Em minhas palavras, e de forma mais sucinta, a Governança Corporativa é a criação de uma identidade corporativa, através da disseminação da informação, facilitando o fluxo e transparência das informações na obtenção do comprometimento de toda a equipe, para o atingimento das metas estabelecidas pelos acionistas.
O objetivo é criar um ambiente mais adequado para que a empresa possa, a partir de melhores práticas da Governança Corporativa, proporcionar maior segurança aos investidores e, conseqüentemente, reduzir seus custos de captação de recursos.
A Governança Corporativa é o conjunto de práticas que tem por finalidade otimizar o desempenho de uma companhia ao proteger todas as partes interessadas (Stakeholders), tais como investidores, empregados e credores, facilitando o acesso ao capital. A análise das práticas de Governança Corporativa aplicada ao mercado envolve, principalmente: transparência, eqüidade de tratamento dos acionistas e prestação de contas.